a narrativa do maquiar da alce

Esta conversa surgiu espontaneamente num ônibus na Irlanda entre um gringão e a amiga brazuka dele. Estávam voltando para o Dublin, da cidade de Killarney.

Cólim (Coilean Ó Múrchú): Fazemos uma conversa escrita para ajudar o ‘Cólim’ com a habilidade de writing dele!

Ângela (Donona dos Gatos): OK. Vamos conversar por escrito para desenvolver ou praticar sua habilidade de escrever em L.P.

C: Tá…. HEIN?!

Â: That’s me!

C: Começamos com uma pergunta minha e deixamos para lá essa besteira de “hein:” O quê é seu trabalho de sonho?

Â: Lá vem você com perguntas profundas! Meu sonho é não precisar trabalhar e então trabalhar por hobby.

C: E o qual tipo de trabalho tu faria por hobby?

Â: Se eu tivesse tempo e dinheiro, provavelmente eu iria estudar coisas que eu gosto, como história, lingüística, filosofia… também me dedicaria à causa animal e (ilegível), cinema, teatro, literatura.

C: Bacana, sister. Que beleza. Além de dinheiro, tem outras coisas que tu gostaria de levar contigo quando volta para o brasil como habilidades, pessoas, ou objetos (qualquer coisa concreta ou imaterial)?

Â: Nunca pensei nisso mas com certeza vou levar todas as experiências que vivi aqui.

C: Há poucas coisas melhores para acumular do que as experiências, nã há? Então… algo que tu não sabes de mim seria… longo atrás eu ficava, sem motivo, fixado em certas palavras. A primeira foi “MARMALADE” (marmelada), que eu costumava pronunciar bem teatricamente e pesada: “MAR – MUH – LEI – DÔ.” A segunda foi “ganja,” um termo coloquial para maconha.

Eu dizia tanta a palavra ganja nos meus dias de orquestra que um amigo com que eu tocava começou me chamar de “ganja!” True Story.

Â: Você é esquisito.

C: E você é repetitiva! Agora… me diz algo sobre você que não sei – pode ser uma história, fato, ou seja.

Â: Quando eu tinha uns 12 anos e estava no (ilegível) era comum uma brincadeira de “caderno de respostaas.” Era assim: você pegava um caderno e era ir para fazer perguntas para seus amigos. Você escrevia a pergunta e dar uma espaço para as respostas. Sempre começava com o básico, tipo nome, idade e tinha perguntas do tipo: VOCÊ É VIRGEM? O QUÊ VOCÊ ACHA DE MIM? E essas bobeiras. Enfim, esssa conversa está parecendo um daqueles cadernos.

C: Eu estou lembrando de umas esquisitices dos meus dias novos infância.

O primeiro: “O sinal verde”

Quando eu tinha uns 3 anos, uma das minhas melhores amigase eu costumávamos (ou fazíamos só poucas vezes, não recordo claro) sair para o quintal juntos para ficarmos mais leves, se você está me entendendo… não é surpresa nenhuma, portanto, que eu prefiro fazer o xi-xi ao ar livre do que nos banheiros.

 * * *

O segundo. “Um alce de maquiagem” (ou talvez, “COLIN É BIXA PURA”)

 Como um ato de bonding, minha mãe me convidava para maquiá-la – de qualquer forma que eu quisesse. Acho que (ilegível) esta atividade porque sempre fazia com que ficasse relaxada. De qualquer maneira. Passava assim: eu pegava a maquiagem e fazia qualquer desenhas que eu quisesse. Basicamente, ela se oferecia cada vez como uma tela – <<TELA MADRE>> com o objetivo de desenvolver a criatividade.

 Talvez o fato mais estranho sobre esta história é que minha mãe sempre chamava a atividade de “Making me into a MOOSE” (Converter-me numa ALCE)

Minha querida mãe... a bela!

Minha querida mãe… saudade dessa cara tão esquisita

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